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13 de novembro de 2019

Built to Last, de Jim Collins

Neste post vou partilhar as minhas notas de leitura do livro Built to Last, de Jim Collins (Empresas de Sucesso, em português).

Já li o livro há dois anos, mas retive boas ideias e bastantes notas. O que segue vem diretamente dessas notas.



built to last.jpg



"Fazer relógios, não dizer as horas"


Existe o mito de que uma empresa de visão não precisa de um líder carismático, nem de um produto inovador. Na realidade, as empresas de sucesso têm gestores que, através da missão,valores e princípios de orientação, criam mecanismos que perduram para além dos fundadores e líderes.
O autor dá o exemplo de Sam Walton, que criou um sistema de incentivo e encorajamento para os colaboradores darem sugestões de melhoria, e efetivamente implementar as melhores sugestões. Também exemplifica usando o fundador da Sony, que logo de início definiu os valores e a cultura da empresa.


Génio do "E"


Jim Collins afirma que uma empresa de sucesso precisa de ter o génio do 'E', em vez da tirania do 'OU'. Tem de acreditar que é possível ter duas coisas, mesmo que pareçam incompatíveis. Por exemplo: ter uma ideologia nuclear e lucros; tradição e mudança; valores e propósito e progresso.
Uma empresa pode ter uma ideologia nuclear, mas d nada lhe vale se não aceitar a mudança e o progresso.
"Para ter sucesso é preciso liderar essa mudança" - Sam Walton
"Não podemos parar de trabalhar" - Henry Ford
Para além de ter uma ideologia nuclear, é necessário criar mecanismos concretos para disseminar a ideologia e o impulso por toda a organização. Preservar o núcleo e estimular o progresso.


Objectivos grandiosos, perigosos e ousados (OGPO)


Há que ter grandes objetivos, quase ridículos. As empresas de sucesso, no início tinham tão grandes objetivos que parecia ridículo. São fruto da visão do fundador/gestor/líder que tem total confiança de que é possível atingir esses objetivos.
Assim que um objetivo for cumprido, deve surgir outro OGPO para manter a empresa a mexer-se, rumo ao progresso.
Mesmo depois da saída do líder, a ideologia mantém-se, mantendo-se também o momentum em direção ao OGPO.


A cultura da empresa


A cultura provém da ideologia e dos valores. Nas empresas de sucesso, é quase como um culto ou uma seita.
Serve para construir uma organização que preserve a ideologia nuclear de forma concreta.
Exemplos de mecanismos de desenvolver a cultura de uma empresa:
- Programas de orientação e de treino (tanto ideológico como prático) - valores, normas, história, tradição
- Centros de formação internos
- Políticas de promoção interna, contratando jovens e formando-os desde a juventude
- Linguagem e dialecto únicos
- Processos de seleção rigorosos
- Prémios, concursos e reconhecimento público
- Penalizações tangíveis e intangíveis para aqueles que não seguem a ideologia
- Celebrar os êxitos, criar a sensação de pertencer a algo especial.


Progresso evolucionário


O progresso evolucionário é uma forma de estimular o progresso. Ao contrário dos OGPO, o progresso evolucionário não é planeado e resulta da capacidade da empresa se adaptar e experimentar ideias novas.
As empresas de visão prepara e planeiam a sucessão da gestão, e contratam internamente.
Têm institucionalizada uma cultura de melhoria contínua - Kaizen. Procuram todos os dias fazer melhor que no dia anterior.




Uma empresa de sucesso tem todos os passos anteriores alinhados e coerentes. Acredito que qualquer empresa pode ter sucesso, mas é essencial uma ideologia enraizada nas pessoas, uma cultura tipo culto, enormes objetivos, progresso evolucionário para que fazer perdurar o sucesso.

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