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19 de janeiro de 2021

Review "Boa Economia para tempos difíceis", de Abhijit V. Banerjee e Esther Duflo

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Ficha Técnica

Título: Boa Economia para Tempos Difíeis

Autores: Abhijit V. Banerjee, Esther Duflo

Editora: Conjuntura Actual Editora

Ano: 2019

Páginas: 474

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Confesso que estava indeciso entre este livro e o "Economia dos Pobres", dos mesmos autores, editado em Portugal também pela Conjuntura Actual. Porém, optei pelo mais recente, e ainda bem que assim fiz. 

 

É um livro bastante amplo nos seus temas, tratando os mesmos com uma perspectiva politicamente neutra, o que permite uma leitura agradável, pois não temos exposição de dados enviesados a uma qualquer ideologia.

Entre os temas abordados no livro, estão: 

  • crescimento económico,
  • migração e emprego,
  • liberalização do comércio,
  • bem-estar da sociedade,
  • redução de impostos,
  • alterações climáticas,
  • sanções e tarifas,
  • desenvolvimento tecnológico,
  • corrupção,
  • rendimentos e subsídios.


Ao longo do livro, Abhijit e Esther afirmam que, frequentemente, economistas e académicos passam ideias com pouco fundamento científico para o público em geral, muitas vezes por questões ideológicas. Assim, os autores desmistificam alguns desses mitos, sendo que os que achei mais relevantes foram:

  • Os migrantes raramente querem emigrar, devido à familiaridade da sua terra natal e à incerteza de mudar para um país diferente, muitas vezes sem falar a língua e não dispondo de contactos. 
  • Será o PIB a melhor forma de medir a riqueza de uma nação? De facto, há vários fatores qualitativos que não são contabilizados no PIB, como é o caso da alegria.
  • A liberalização da economia é benéfica para as classes mais baixas nos países pobres, mas não o é para as mesmas classes nos países ricos que sofrem por não conseguirem ser competitivos com a mão de obra barata dos primeiros.


Recomendo este livro, para economistas e entusiastas que queiram uma boa leitura para refletir sobre as grandes questões da atualidade.

 

Aproveito para deixar aqui o meu agradecimento ao grupo Almedina pela cedência de um exemplar.


Nota Final: 8/10


11 de novembro de 2019

Crescimento Estratégico



O meu objectivo ao escrever este artigo é apresentar um esboço muito sucinto sobre um crescimento bem pensado e planeado, pois que um crescimento mal planeado pode acabar por ser a decadência da empresa. 





Porquê crescer?


A empresa tem de responder a esta pergunta com máxima candura, pois é fulcral para a evolução do processo de crescimento. O motivo pode variar muito, desde o ego do dono/gestor ao sonho de mudar uma indústria. 
Por outro lado, deve também estabelecer as métricas do crescimento empresarial: vendas, lucro, ativos fixos, capital próprio, número de trabalhadores, etc. 
Acima de tudo, tem de haver sinceridade, e definir muito bem o propósito do crescimento. Quanto mais próximo estiver da ideologia de visão da empresa, melhor. A partir deste ponto, deverá ser pensada uma estratégia.

Definindo a estratégia


A este ponto, já identificamos o nosso propósito (estratégico) que pretendemos alcançar com o crescimento da empresa, e qual a medida desse crescimento. À partida, a empresa tem estabelecido aquilo que Jim Collins denominou de visão corporativa: valores e crenças, propósito e missão; se não está definida e difundida por toda a empresa, deveria estar pois trata-se de uma boa prática.
O passo seguinte é analisar a situação interna e externa da empresa, por exemplo, através de análise SWOT e PEST. O importante é compreender o interior da organização e o ambiente externo, e daí estabelecer um caminho a ser seguido - a estratégia. 

Colocar as pessoas certas no autocarro


Tendo já traçado a estratégia, é hora de colocar a gestão de pessoas a trabalhar. Temos de deixar entrar a bordo apenas as pessoas certas, e colocá-las nos lugares certos. O recrutamento e a selecção de novos colaboradores tem de ser feita com tranquilidade e cautela, pois uma organização quebra pelo seu elo mais fraco. O processo de treinamento de novos profissionais deve ser combinado com um processo de aculturação e interiorização da visão corporativa.
Numa situação de crescimento empresarial, o ritmo de recrutamento é também crescente, o que leva a um esforço maior para termos as melhores pessoas a trabalhar na empresa. É natural que o departamento de gestão de pessoas também cresça.
Estamos, assim, perante uma situação em que todas as ferramentas de gestão de pessoas devem ser consideradas, das quais saliento as seguintes: recrutamento com base nos valores dos candidatos, manter as pessoas motivadas através da própria cultura da empresa, definição de objectivos individuais e avaliação de desempenho.


O mais importante quando uma empresa ambiciona crescer, é assegurar que mantém a sua ideologia nuclear e não sacrifica a cultura empresarial.